Fernanda Uema/Fernando Estrela
O príncipe do Reino Unido, William Windsor, participou de uma reunião no Royal Foundation Taskforce on the Prevention of Cyberbullying, um grupo de trabalho fundado e liderado por William desde abril deste ano.
O Palácio de Kensington, residência oficial do Duque, confirmou a reunião em Londres e adiantou que o encontro teve o propósito de combater o bullyng online. O objetivo do programa é proporcionar instrumentos para que pais e crianças tenham auxílio, na própria internet, para lidar e combater o bullying.
Como o bullying na internet tem ampla ligação com as dificuldades emocionais e problemas de saúde mental entre jovens e crianças, é importante existir meios para combater esta prática.
A tecnologia faz com que o bullying tenha um impacto imediato e multiplicado pelas redes sociais, o que pode agravar a forma com que a vítima lida a situação.
Segundo a analista internacional, Joice Vanini, embora a iniciativa do príncipe seja importante, a possibilidade de servir de incentivo para outros países é remota. “É uma campanha importante simbolicamente e pode servir de incentivo para outros países, mas tem um alcance, de certa forma, limitado.”
Nas relações internacionais, essas questões simbólicas são importantes como incentivo, mas infelizmente elas não são vinculantes.
“Os países não se sentem impelidos a fazer ações neste sentido só porque outros fizeram. Então, simbolicamente é importante, mas temos um caminho longo a percorrer ainda”, analisa Vanini.
Embora as redes sociais permitam denunciar ou remover conteúdo abusivo, ainda não existe um compromisso comum da indústria em lutar contra o cyberbullying. E muitos ainda acham que é apenas uma brincadeira, mas não é. O Bullying é um ato de violência que pode ser físico ou verbal.
A psicóloga Francisca Pereira lista algumas sequelas que as vítimas podem enfrentar. “A pessoa que sofre esse tipo de situação, muitas vezes, acaba com transtornos de relacionamentos e emocionais ".
| Cyberbullying se multiplica pelas redes sociais. Foto: Fernanda Uema/Quarto Máximo |
“Essas fotos vieram “viralizar” por Facebook, Whatsapp e todas as redes sociais possíveis. O primeiro instante foi um choque, uma sensação horrível dentro de mim. Eu quis me matar ou me esconder em um lugar e nunca mais aparecer.”, disse Andreza.
Para Joice, a educação é a melhor forma de prevenir o bullying, seja online ou não. “É necessário trabalhar, com as novas gerações, formas mais saudáveis e respeitosas de utilizar as redes sociais.”
A psicóloga Francisca dá algumas dicas para identificar se algum amigo ou familiar precisa de ajuda. “Quando isso acontece, geralmente, a pessoa começa a ter comportamentos diferentes, mudança de humor, isolamento. É possível se perceber estas alterações, principalmente pelos familiares.”
Ela também adverte, “uma pessoa extrovertida, alegre, começa a ter comportamentos mais introvertidos, fica mais apática, isolada, sem querer conversar, triste, chorosa. Isso é indício de que alguma coisa está acontecendo”.
Fique atento ao comportamento das pessoas próximas a você. Segundo a Fundação Real Britânica, estudos calculam que 35% dos jovens entre 11 a 17 anos já sofreram cyberbullying.
Se você foi vítima ou conhece alguém que foi, saiba que no Brasil já existem delegacias especializadas em crimes virtuais. Se você receber algo ofensivo, salve as imagens e registre um Boletim de Ocorrência. Além disso, denuncie as práticas de cyberbullying nos próprios sites.
Se você foi vítima ou conhece alguém que foi, saiba que no Brasil já existem delegacias especializadas em crimes virtuais. Se você receber algo ofensivo, salve as imagens e registre um Boletim de Ocorrência. Além disso, denuncie as práticas de cyberbullying nos próprios sites.
Nenhum comentário:
Postar um comentário