Alex Gaspar
Um exemplo de superação, Gabriel Cristiano Silva de Souza 21 anos, nascido no Guarujá, começou a frequentar o pirata surf club, do surfista Alcino Pirata, campeão mundial de surfe adaptado, após ter conhecimento do trabalho de adaptação que o Pirata fazia com pessoas com algum tipo de deficiência dentro do surfe, então Gabriel começou a fazer esse trabalho, isso aos 11 anos de idade e de lá pra cá não parou mais.
O Quarto Máximo conversou com dois especialistas que falaram sobre a importância desse trabalho de adaptação e a pratica de atividades físicas e esportivas para a reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência.
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| Gabriel Cristiano surfando no Guarujá. Foto: Alex Gaspar/Quarto Máximo |
A educadora física Fabiane Medeiros 30, também ressaltou a importância desse trabalho de reabilitação para portadores de necessidades especiais.
Segundo ela a pratica ajuda na autoestima da pessoa, a sua independência nas necessidades do dia dia, melhorando gradativamente a socialização e superação pós traumática. “Esse trabalho reintegra a pessoa na sociedade, transformando o dia dia da pessoa, fazendo bem não só para o corpo quanto para a mente.”
O atleta contou ao Quarto Máximo um pouco das dificuldade após o acidente, e como o Surf e a natação o ajudou a superar isso.
O atleta ressaltou que logo após o acidente ele já ficou sabendo do projeto do Pirata, e já começou a praticar surfe, sua maior dificuldade foi para se adaptar ao esporte mas o surfista o ajudou nessa adaptação.
Na sequência veio a natação onde Gabriel passou a ter confiança e passou a se dedicar diariamente. “Estando com ele ali meu ajudou bastante, aumentou minha autoestima me ajudando a superar o acidente, lá eu pude conhecer outras pessoas com a mesma deficiência que a minha ou até pior, isso para mim ajudou bastante na superação.”
O Atleta que conseguiu uma vaga para disputar a paraolimpíadas do Rio de Janeiro, serve de inspiração pra todos por sua superação, depois de uma tragédia perder seu braço e sem saber nadar em apenas alguns anos estar não só nadando, mas disputando sua primeira paraolimpíadas e em casa representando o Brasil.
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| Gabriel Cristiano nas Paraolimpíadas 2016. Foto: Divulgação |
O atleta nos contou desse momento único na sua vida, da felicidade de participar desse evento, para ele foi uma das melhores coisas que aconteceu com ele.
“Foi uma sensação incrível em minha vida, poder sentir o clima da competição, a agitação da galera num estádio lotado, e poder conviver com atletas de nomes conhecidos como Daniel Dias, Clodoaldo, atletas que tem uma história dentro da natação, essa foi uma experiência que eu vou levar para o resto da minha vida.”
O jovem não conquistou medalhas, mas a experiência vivida nessa paraolimpíada ele carregará como aprendizado para o seu futuro como atleta paraolímpico Brasileiro e também como pessoa.


