Agatha Serachini/Alex Gaspar
Após se formarem, jovens com a faixa etérea de 20 anos, sofrem sua 1ª crise. Só no ano de 2016 mais de meio milhão de vagas de emprego tiveram que ser fechadas, e os jovens são os mais afetados.
Apesar de serem capacitados e com um bom currículo, isso não é o bastante para as empresas hoje em dia. Com essa crise devastadora, algumas empresas são obrigadas até dispensarem seus melhores funcionários.
Para Danilo Martins, Jornalista especializado em Finanças e Colaborador de cadernos especiais do Jornal Valor Econômicos, acredita que o Governo Dilma Rousseff tem influencia direta na crise econômica que o país esta passando nos últimos dois anos.
| Jovens aguardam para entrevista de emprego. Foto: Fernanda Uema/Quarto Máximo |
"A crise econômica tem a ver com o mau planejamento do governo afastado da ex-presidente Dilma Rousseff, mas não tem a ver com a presidente em si, mas sim com a condução da politica econômica dos seus antigos ministros incluindo Guido Mantega e Joaquim Levy ambos da fazenda."
Algum desses jovens recém-formados tem um emprego fixo, mas não na sua área, o que dificulta na seleção de estágios.
Para Janaina Mendes, 24 anos, recém-formada em Recursos Humanos, está a seis meses procurando vaga em sua área. A dificuldade de conseguir um emprego na área, não se da tanto pela crise, mas sim pelo fato do mercado ser bem amplo.
"Eu acho que não é só a crise, hoje o mercado ele está muito amplo, muito competitivo, então todo mundo tem acesso a tudo. É muita concorrência. Então eu acho que a concorrência que dificulta mais."
As desesperanças diante das expectativas piorarem com o desempenho econômico completa o quadro com qual essa geração terá que lidar.
Para Luiz Alberto Ferreira, professor especializado em Politica e Economia, essa crise econômica que o país vive já vinha se acarretando desde 2011, após a crise que abalou a Europa e os Estados Unidos.
"Vivemos uma das maiores crises mundiais dos últimos 80 anos, causada principalmente pela especulação financeira. Dinheiro fácil, apostas arriscadas e colapso global do crédito. Trata-se de como os grandes bancos americanos impactaram a vida das pessoas pelo mundo afora. No Brasil não existe uma vacina contra as especulações financeiras."
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